quinta-feira, 10 de abril de 2008

Outono I

Nas paragens belas
Corpo estirado, meu deleite, meu sono
Onde fecunda um minuto calvo
Circunstancial e profundo

Duas moças de alma fresca
Passeiam, alçam suas pernas pálidas
Bater de asas finas
Cálidas e brincam com o vento

Meus olhos estão no céu e não estão
De espírito morno, fogoso
Externam seus passos, ó belas almas
Ao meu sonho

Acordarei no outono
Plantas silvestres ao meu redor
E um odor
De que outrora
O que era somente belo
Tornou-se maduro.

por Eduardo Cabeda (pai do Arthur)

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